Gosto muito de me perder nas ruas das cidades que não conheço. Essa é minha forma preferida de experimentar o novo. Ao acaso e inesperadamente, encontro tudo o que desejo e o que nem imaginava. Essa surpresa é que me fascina.
Talvez, por isso, não me interessem tanto os guias. Eles até podem estar comigo, mas entre ter a oportunidade de ouvir as informações de alguém e ler as instruções do livro, acabo sempre cedendo a tentação da primeira.
Gosto literalmente de me perder, falar com as pessoas, reencontrar o percurso "certo"e outros que, na maioria das vezes, se mostram ainda mais interessantes. Adoro falar com a gente do lugar e ouvir dela um pouco sobre si, mesmo que seja apenas como atendem a uma estranha para indicar uma rua e receber delas um cuidado que é genuinamente doação espontânea de atenção. Isso revigora em mim a crença nas pessoas, na bondade e na gentileza: remédio singelo para a descrença na humanidade.
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